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Fonte: Olhar Direto

Padrões complementares de identidade e qualidade para vinhos, derivados de uva e da própria bebida estão em consulta pública por 60 dias a partir de hoje (2), conforme a Portaria Nº 259, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A proposta de regulamentação incorpora regras à norma em vigor (Portaria nº 229/1988). Um exemplo é a inclusão de termos qualitativos para os vinhos, como reserva, reserva especial e gran reserva. “Essas designações estão sendo, em alguns casos, utilizadas de forma incorreta, podendo levar o consumidor a engano”, explica o coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Hélder Moreira Borges.

A atualização da legislação também irá trazer padrões para outras bebidas que não existiam na época da edição da primeira lei, como as do tipo cooler e alcoólico composto. “Outro aspecto que a norma vai tratar é o controle da redução gradativa da adição de açúcar (chaptalização), que eleva o teor alcoólico dos vinhos em até três graus. A intenção é banir essa prática no Brasil, a exemplo dos demais países produtores”, esclarece Borges.

O coordenador do Mapa ainda reforça que a norma está alinhada com as novas exigências dos mercados importadores abrindo mais oportunidades para os produtores nacionais de vinhos.

A proposta de Instrução Normativa pode ser acessada no endereço eletrônico do Mapa: www.agricultura.gov.br no link Legislação, submenu Portarias em Consulta Pública. As sugestões podem ser enviadas para o e-mail dvd@agricultura.gov.br ou para o endereço: Ministério da Agricultura – Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) – Coordenação-Geral de Vinhos e Bebidas, Esplanada dos Ministérios – Bloco D – Anexo B – Sala 333 – CEP 70.043-900. Ainda está disponível o fax (61) 3224 8961.

Fonte: Monitor Mercantil com adaptação do título por nossa conta.

A Ambev reativará a primeira fábrica de cerveja do Brasil, em Petrópolis (RJ). A indústria, que vai fabricar a marca Bohemia, vai gerar 120 empregos diretos e, embora a empresa não divulgue o valor do investimento, a Prefeitura da cidade serrana informa que será de R$ 40 milhões. O empreendimento entrará em operação em dezembro deste ano, com ampla campanha nacional de divulgação, segundo adiantou o diretor de marcas Premium da empresa, Pedro Earp.

Segundo ele, o projeto da cervejaria de Petrópolis vai muito além da fabricação de cerveja e está inserido no planejamento de investimentos totais de R$ 2 bilhões da Ambev em 2010 na ampliação de capacidade das fábricas. O objetivo, de acordo com Earp, é resgatar a cultura cervejeira de Petrópolis e se tornar um centro de referência na produção da bebida no Brasil, passando a fazer parte do roteiro turístico da região serrana do Rio.

A fábrica da Bohemia na cidade foi fundada em 1853 e funcionou até 1998. A reativação que será anunciada nesta quinta-feira contou com o apoio do governo do Estado do Rio e da Prefeitura local. Segundo Earp, o tipo Premium representa hoje 5% do mercado de cerveja no Brasil e a marca Bohemia é líder nesse mercado.

De acordo com ele, o segmento Premium no Brasil tem potencial para alcançar participação de 15% a 20% do mercado total de cervejas. Earp admite que a realização da Copa do Mundo vai aquecer ainda mais o mercado de cerveja no Brasil, mas disse que o lançamento do projeto da Bohemia não tem nada a ver com a proximidade do início do evento esportivo.

Nas instalações da cervejaria serão produzidos 100 mil hectolitros de Bohemia por ano, além de edições especiais da marca. Na fábrica de Petrópolis, segundo Earp, será criado um memorial de cerveja com o maior acervo da América Latina, além de um centro de experiência cervejeira, onde os visitantes poderão conhecer “curiosidades e segredos” da fabricação da bebida.

Fonte: Hipersuper

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A lata de Cerveja Guinness, distribuída em Portugal pela Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, está disponível com nova imagem.

A nova identidade destaca a harpa, símbolo da marca desde o século XIX  que reforça a origem da cerveja irlandesa, produzida em Dublin.

As latas já chegaram ao mercado português e estão disponível nos canais de on e off trade.

A cerveja é dotada de um sistema inovador e patenteado que permite ter numa lata a verdadeira Guinness de pressão: o widget.

O sistema widget assenta numa pequena bola de plástico com uma abertura no interior. O widget é colocado dentro da lata enquanto vazia e é retirado o ar do interior, substituindo-o por nitrogénio.

A lata é cheia de cerveja e selada de imediato, ao mesmo tempo que é rodada a alta velocidade, o que leva os gases para o interior do widget.

Ao abrir, a pressão no interior da lata baixa automaticamente, o que faz com que a cerveja e os gases se misturem e passem pelo interior do widget, provocando o efeito visual de bolhas suspensas que caracteriza  a marca.

Fonte: Elisa Quartim (Embalagem Sustentável)

O designer Australiano Tom Hussey criou a embalagem Kegless é um conceito de  “bag-in-box” para bebidas carbonatadas (CO2) que fornece uma alternativa ao convencional servir única pacotes. O design simples e básico permite uma produção de baixo custo e solução de distribuição, com redução dos impactos ambientais ao longo do seu ciclo de vida.

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O design dobrável de Kegless elimina a necessidade de complexos sistemas de dióxido de carbono, que limitam o sucesso de outras embalagens de grande volume.

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Uma embalagem dobrável única que resolve a questão da pressão de CO2, mantendo a cerveja fresca por até um mês.

Uma ótima solução para quem bebe pouca cerveja e ela estraga antes de acabar, ou para quem mora longe dos grandes centros de distribuição de cerveja em vidro. Como essa embalagem, é possível transportar mais líquido por caminhão.

Porém, na maioria dos casos ainda sou a favor das garrafas retornáveis, pois não geram nenhum resíduo e são as melhores embalagens para proteger a cerveja.

Outras informações em:

http://www.pixel2.com.br/blog/2010/05/02/embalagem-sustentavel-de-cerveja/

http://tomhussey.net/kegless1.html

Fonte: Portal Administradores

Um grupo de três empresários pernambucanos está investindo R$ 120 milhões em uma nova cervejaria, a Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP).

Um grupo de três empresários pernambucanos está investindo R$ 120 milhões em uma nova cervejaria, a Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP). Como o nome já sugere, a empresa vai explorar o promissor mercado brasileiro de cervejas “premium”, que vem crescendo a taxas elevadas nos últimos anos.

O anúncio vem na esteira de investimentos importantes que estão sendo realizados pelas grandes cervejarias na região Nordeste, mercado mais aquecido do país. Dados mais recentes da consultoria Nielsen, referentes aos três meses encerrados em fevereiro, mostram que as vendas de cerveja no Nordeste (exceto Ceará, Maranhão e Piauí) cresceram 20,6% em relação a um ano antes. A média nacional ficou em 15,9%.

Nesse sentido, a Schincariol, líder no mercado nordestino, está ampliando e modernizando as unidades de Paulista (PE) e Alagoinhas (BA), esta última com aporte de R$ 400 milhões, revelado na semana passada. Já a AmBev deverá anunciar em breve uma nova planta em Pernambuco, um investimento de R$ 200 milhões. As informações, não confirmadas pela empresa, são do governo de Estado.

Com relação à CBBP, está prevista para dezembro a inauguração da primeira fábrica da empresa, no município cearense de Pindoretama, a 40 quilômetros de Fortaleza. A unidade, que está sendo construída há cerca de um ano e meio, terá capacidade para 150 milhões de litros de cerveja por ano. A produção será totalmente destinada ao Nordeste.

Segundo o sócio e presidente da CBBP, João Carlos Noronha, a ideia de investir na região veio, basicamente, das oportunidades “excelentes” para o negócio. Além do clima quente e do crescimento econômico, pesa ainda a demanda reprimida. Enquanto o consumo nacional de cerveja está em cerca de 50 litros por habitante/ano, no Nordeste a relação não passa de 35 litros. Noronha, de 41 anos (ex-executivo da Cimento Nassau, que pertence à sua família), tem como sócios no projeto José Aécio Vieira, de 39 anos - que é dono de hospitais, entre outros negócios -, e Dante Peló, de 34 anos.

A ideia da CBBP é lançar inicialmente a versão premium de uma cerveja pilsen, categoria mais conhecida no mercado brasileiro. “Em um segundo movimento, vamos colocar uma linha mais elaborada, de alta fermentação, como cervejas de trigo e do tipo bock, entre outras”, diz Noronha. Alegando questões concorrenciais, ele evita revelar o nome das cervejas.

Para 2011 está previsto o início das obras da segunda fábrica da CBBP, que será em Pernambuco. O município de Goiana, na Mata Norte do Estado, é o favorito, mas a empresa ainda avalia a melhor relação entre localização e benefícios fiscais. Normalmente, os governos do Nordeste têm oferecido desconto de 90% sobre o ICMS presumido, porém pode haver variações atreladas à interiorização dos investimentos, ou seja, quanto mais afastada a fábrica das capitais, maior o benefício.

O investimento em cada unidade, segundo Noronha, é de cerca de R$ 60 milhões. O valor inclui a construção das fábricas, a infraestrutura de distribuição e o marketing. Agora, a CBBP procura terrenos nos municípios de Juazeiro do Norte (CE), Sobral (CE), Teresina (PI) e Mossoró (RN) para a construção dos centros de distribuição.

A estratégia da empresa consiste em oferecer cervejas mais elaboradas a um custo menor, daí a necessidade de uma produção em escala industrial razoável. Noronha acredita que sua cerveja pilsen chegará às gôndolas em janeiro custando só 5% a mais do que as marcas já conhecidas do público.

“Algumas pesquisas que fizemos mostraram que há espaço no mercado para essa cerveja, produzida numa planta industrial, mas com qualidade artesanal”, afirma. Segundo o executivo, o seu diferencial estará na escolha dos ingredientes e em um processo mais longo de maturação da bebida, que nas grandes cervejarias é encurtado em função da eficiência da produção.

Além do nome, também é mantida em sigilo a campanha de lançamento da cervejaria, que deve começar em novembro. O diretor de marketing da CBBP, Lucas Afonso, revela apenas que o produto terá um apelo ao paladar e será apresentado como a “cerveja de hoje”, fugindo dos estereótipos de tradição comuns a muitas marcas. O uso das redes sociais para veiculação também está nos planos.

A cautela dos executivos com a divulgação da estratégia faz sentido. O mercado brasileiro de cervejas é formado por competidores extremamente agressivos. Noronha acredita que as recentes aquisições de pequenas cervejarias pelas gigantes do setor revelam uma das faces dessa agressividade. Na sua avaliação, não há grande interesse das grandes em desenvolver o mercado de cervejas artesanais, mas principalmente a intenção de barrar o crescimento de empresas emergentes.

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Mais uma vez a cervejaria de Votorantim (SP) representou o movimento cervejeiro brasileiro em alta categoria.

A Bamberg recebeu três premiações no Australian International Beer Awards, o AIBA, que é o segundo maior concurso de cerveja do mundo.

Realizado anualmente, o concurso autraliano recebe mais de 1.000 amostras vindas de 34 países.

A Bamberg emplacou:

- Prata na categoria Smoked Beer com a Bamberg Rauchbier

- Bronze na categoria Dark Lager para as cervejas Bamberg Schwarzbier e Bamberg Müchen

Ficam as nossas felicitações ao pessoal da Cervejaria Bamberg, na pessoa do Alexandre Bazzo, por dar-nos esse orgulho.

Acesse o resultado completo em: http://www.beerawards.com/pdfs/2010_AIBA_COR.pdf

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O International Wine Challenge 2010 é um dos concursos independentes de vinhos mais prestigiados e influentes do mundo. Neste ano, dez rótulos verde-amarelos foram premiados. Medalha de Prata para o moscatel da Cave Geise e medalha de bronze para o Prosecco da Aurora, o Salton Talento e o moscatel da Gran Legado.

Foram agraciados com Menção Honrosa o moscatel da Cooperativa Garibaldi, o Casa Valduga Brut 130 anos, o Cave Geise Nature Brut, o Pericó Brut, o Gran Legado Champenoise Brut e o Gran Legado Charmat Brut.

A destacar o excelente aproveitamento dos produtos brasileiros, pois apenas 32 amostras de vinhos e espumantes foram enviadas, e o destaque ao espumante nacional, responsável por 9 das 10 premiações. Mais uma prova da excelente qualidade e potencial de nosso terroir para os espumantes.

Clique na imagem cima para fazer sua busca entre os premiados

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Fonte: Terra

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Carlos Alberto Barbosa

Na quinta-feira, dia 06 de maio, poucos dias antes do dia das mães deste ano, a enóloga argentina Susana Balbo, fundadora e proprietária da vinícola Dominio del Plata, esteve em São Paulo, no restaurante para conversar com jornalistas e conduzir a degustação do lançamento no Brasil da linha de vinhos Zohar. Entre os vinhos apresentados, um delicioso tinto elaborado com as uvas Syrah e Bonarda, esta última colhida de vinhedos plantados há mais de 35 anos.

O estudo conduzido pela Nuffield Health, rede de academias e hospitais privados, contou com 2,5 mil participantes. Eles observaram uma foto de uma mulher loira, magra e bronzeada; e uma de um homem comum e pálido, vestindo roupas desalinhadas. Em seguida, tiveram de indicar qual era o mais saudável.

Nos anos 80, Susana Balbo trabalhou ativamente como consultora internacional de vinhos. Na década seguinte, participou de maneira significativa na transformação dos vinhos argentinos, ajudando a trilhar um caminho na direção dos mercados internacionais, nos quais, desde então, ela e a vinícola Dominio del Plata, fundada em 1999, são presenças constantes.

Durante quase uma hora, Susana Balbo concedeu entrevista ao Terra, na qual destacou a virada dos vinhos argentinos na década de 90 e a necessidade das vinícolas do Novo Mundo se reinventarem sempre. Susana também falou do papel da mulher no mundo do vinho. Mãe de um casal - um enólogo e uma administradora de empresas -, Susana Balbo estabelece uma conexão entre o atual e o futuro estágio do mercado de vinhos com o crescimento da presença da mulher neste cenário. Leia a seguir os principais momentos da entrevista:

Em um mercado tipicamente masculino, como foi o início de sua carreira como enóloga?
Depois que me graduei em 1981, só me davam trabalho em laboratório, fazendo análise de vinhos, e eu não queria aquilo. Até que tive a oportunidade de trabalhar em Salta, na cidade de Cafayate, na Bodega Sucesión Abel Michel Torino.

Como foi a experiência em Cafayate?
Eu tinha 23 anos, quase 24, e nunca tinha estado em Cafayate. Nesta época, era um povoado de 5 mil habitantes, não havia telefone ou televisão. Às dez da noite o gerador era cortado e não havia mais luz. Como não havia com o que me distrair, trabalhava muito e minha atenção estava totalmente voltada para o que eu fazia. Eu estava muito focada. Cada ano em Cafayate era como três em outro lugar. Foi uma experiência muito bonita. Foi lá também que conheci meu marido e tive meus dois filhos. Tenho raízes muito profundas em Salta, tanto que quando comecei a Dominio del Plata, dois dos vinhos produzidos tinham raízes também em Cafayate.

Mas, antes da fundação de sua própria vinícola, você participou da revolução dos vinhos argentinos nos anos 90, não?
O que ocorreu é que não somente eu, mas outros tantos enólogos começaram a viajar muito pelo mundo, a conhecer o que se passava em outras partes. Até a década de 90, a Argentina estava muito fechada e não tínhamos possibilidade de importar tecnologia, porque havia uma tarifa de importação muito alta. Os equipamentos no país eram muito pouco desenvolvidos. A partir da década de 90, quando a economia da Argentina se abriu, pudemos comprar equipamentos novos e saímos (do país) para ver como trabalhar com a nova tecnologia. Tivemos, então, a oportunidade de abrir nossa cabeça e ver o que estava se passando no mundo (do vinho). Simultaneamente, Nicolás Catena (fundador da Bodega Catena Zapata) começou a despontar com seus vinhos para exportação - uma revolução técnica e de estilos de vinhos. Nicolás Catena foi quem fundamentalmente liderou esta revolução.

Em que momento você trabalhou com Nicolás Catena?
Foi em 1998, quando fui contratada para construir o novo prédio que abrigaria a vinícola - todo o projeto da sua parte técnica foi feito por mim. Em 2000, passei a ser diretora de exportação. Nos dois anos que fui diretora de exportação também fui encarregada do estilo dos vinhos.

Além da parte técnica, você também estava diretamente ligada às questões de venda?
Por ser enóloga e estar atenta aos mercados, eu tinha condições de passar muito rapidamente à equipe técnica quais eram as necessidades. Um dos maiores problemas nas empresas é como o gerente de comércio exterior comunica ao enólogo o que ele vê nos mercados. Sendo uma enóloga, eu poderia interpretar rapidamente o que deveria ser desenvolvido.

Por quanto tempo durou este trabalho junto à Catena?
Não muito. Em 1999 eu já havia iniciado a Dominio del Plata. Para mim, era muito importante desenvolver minha própria empresa. Pensei também em meus filhos, era importante que eles tivessem um exemplo empreendedor. .

Como foi a decisão de sair da Catena?
Eu trabalhava 12 e até 14 horas diárias, o que parecia insano. No começo de 2002, comuniquei ao Dr. Nicolás Catena que eu estava saindo. Ele me perguntou se poderia ser sócio de minha vinícola, e eu disse que não. Ele era muito poderoso, e eu disse não. Na época eu escolhi trilhar só este caminho. Não me arrependo.

Há mais de dez anos conduzindo a Dominio del Plata, um negócio próprio, de muito sucesso, como você vê no panorama mundial o futuro do vinho sul-americano e mais especificamente do vinho argentino? Historicamente, os vinhos varietais sempre foram marcas fortes no Chile e na Argentina, mas isso está mudando, não?
O conceito de vinhos do Novo Mundo como varietais nasceu de uma reação aos vinhos clássicos europeus, que eram blends e cortes muito refinados. Foi uma grande estratégia no começo, mas é muito importante ter a capacidade de reinventar-se. Creio que o que você provou hoje é um exemplo da capacidade argentina de se reinventar (Susana Balbo se referiu à degustação que antecedeu esta entrevista, na qual alguns dos seus novos vinhos foram apresentados). Se permanecermos nos varietais, corremos o risco do consumidor se cansar de nossos vinhos. Por 4 anos fui presidente da Vinhos de Argentina (entidade que congrega os exportadores de vinhos do país), e digo com convicção que a Argentina não deve enquadrar-se somente nos vinhos Malbec. O que se faz hoje é apresentar vinhos de propostas diferentes, de reinvenção da oferta, para que tenhamos sempre demanda renovada.

Essas medidas já surtiram efeito no mercado do vinho argentino no mundo?
Sim, a Argentina exportava apenas cinco por cento de sua produção, e hoje exporta vinte por cento. Esse foi o resultado da ampliação de oferta dos vinhos argentinos. Continuamos com as ofertas tradicionais, mas ampliamos com novas ofertas.

Para a Dominio del Plata, o que representa o mercado internacional?
Sempre foquei o mercado externo. Negocio na Argentina no máximo 2 mil caixas de vinho por ano, contra 210 mil caixas que exporto. Este ano, estou contratando um gerente de comércio nacional para começar a desenvolver o mercado interno.

E o Brasil? O que significa o mercado brasileiro para Dominio del Plata?
O Brasil é um mercado extremamente importante. No início, trabalhamos com a importadora Grand Cru, com quem ficamos por dois anos. Nós queríamos crescer mais neste mercado que consumia apenas 3 mil caixas de nossos vinhos por ano, e na Grand Cru estávamos confinados nestes números. Depois, conheci o pessoal da importadora Cantu, uma empresa jovem e dinâmica, como nossa empresa, com muita vontade de crescer. Faz três anos que estamos com eles e, neste período, triplicamos as vendas para o Brasil. No ano passado, vendemos 13 mil caixas, e este ano a previsão é de 25 mil caixas.

Que posição ocupa o Brasil entre os destinos de seus vinhos?
Os Estados Unidos compram metade de nossa produção, e são nosso primeiro mercado. O Brasil era nosso décimo mercado, agora já é o quarto. Espero que chegue a ser o segundo.

Números recentes de uma pesquisa do Wine Market Council, publicados pela Bloomberg , revela que no mercado americano as mulheres já são 53% dos consumidores de vinhos. Como você vê hoje o papel da mulher no mundo do vinho?
Veja, mundialmente a mulher é quem compra o vinho em 70% das vezes. Mesmo que seja o marido quem faz a indicação, é ela quem realiza a compra. Agora, com esse dado que você está me dando, posso entender que há uma relação com uma mudança que vem ocorrendo no mercado de vinhos há cerca de dois anos, que é o aumento do consumo dos vinhos brancos e rosados. Até então eu entendia que esse fenômeno se devia a uma oferta muito grande de tintos mais rústicos, muito extraídos, e que o público havia se cansado.

Então as consumidoras também têm influencia no estilo dos vinhos?
Hoje, o vinho mais apreciado é o que tem maior complexidade e mais sutilezas. Um vinho que vai revelando suas camadas e se mostra mais integrado com a madeira. Isso veio mudando nos últimos anos, e não me surpreende então que as mulheres se aproximem mais do vinho. Há mais refinamento hoje e mais consumo de brancos e rosados. Seguramente, isso tem a ver com a entrada da mulher neste mercado

Fonte: Tribuna do Norte - Vino diVino Vino por Elmano Marques

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Costumeiramente a  harmonização  entre vinho e comida, para a grande maioria das pessoas costuma ser um problema. A  marca de vinhos norte-americana Wine That Loves, foi idealizada para tornar a escolha do vinho e sua harmonização, relativamente, mais fácil. Para tanto, desenvolveu rótulos que falam por si.  Imagens simples, mas que comunicam de forma clara os objetivos de cada um dos vinhos.

Fonte: EPTV.com

Marca é muito popular no país sede do mundial de futebol

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Se você vai para a África do Sul, com certeza irá provar o rum austríaco Stroh. Curiosamente, apesar de ser um ícone da Áustria, a bebida é muito popular no país sede da Copa, e faz parte da tradição nacional, uma prova de que a bebida une os povos. Não obstante o aroma e sabor adocicados, a bebida é considerada uma das mais fortes do mundo, com um brutal teor alcoólico de 80%!.

Quando o austríaco Sebastian Stroh destilou seu primeiro rum, em 1832, no estado de Carinthia, ele não sabia que estava criando um verdadeiro ícone da cultura da Áustria. Esse forte rum de sabor diferenciado, feito a partir de melaço e cana de açúcar é produzido em três versões: o Stroh 40, Stroh 60 e Stroh 80, cujos números são referentes ao teor alcoólico. Seu sabor de açúcar torrado também é muito apreciado na gastronomia da Áustria, e a bebida é usada na produção de doces, conhecida por estar entre as melhores do mundo.

Por mais curioso que pareça, e apesar da distântia geográfica, o Stroh é uma das bebidas mais apreciadas na África do Sul. É praticamente impossível encontrar um bar que não ofereça shots e drinks preparados com o rum, que muitas vezes fica armazenado em lugares nobres, juntamente com champagne e vinhos raros, mostrando sua importância na cultura do país. Entre os mais populares drinks elaborados com o rum está uma versão mais moderna do tradicional Rum & Coke, e o Stroh Especial, que leva xarope de romã, lima e refrigerante de limão. Seu uso na gastronomia também é conhecido. O premiado chef David Bouley, do restaurante Danuse, apresenta um menu de sobremesas preparadas apenas com Stroh, para manter a autenticidade do sabor austríaco, que inclui o sorvete de Stroh, e Strudel de maçã com um toque da bebida.

O rum também é parte dos rituais de iniciação de novos membros nos moto-clubes sul-africanos, para confirmar sua coragem. A frase repetida para os candidatos é ’se Stroh é muito forte para você, você é muito fraco para nós’!

Site:www.stroh.at/en/home/